Conheça os tipos de ponte rolante e para que servem

Conheça os principais tipos de ponte rolante e entenda como escolher o modelo ideal da Yathon para sua indústria.

Conheça os tipos de ponte rolante e para que servem

A escolha correta entre os tipos de ponte rolante é um dos fatores determinantes para a eficiência operacional e a segurança em ambientes industriais. Para engenheiros e gestores de manutenção, entender as nuances estruturais de cada modelo é uma questão de logística e de conformidade normativa, além de otimização de custos a longo prazo.

Neste guia técnico, analisaremos as principais configurações disponíveis no mercado brasileiro, correlacionando suas capacidades de carga com as exigências de eletrificação e manutenção preventiva, conforme as diretrizes da NBR 8400 e da NR-11. Acompanhe!

Quais os principais tipos de ponte rolante na indústria?

A classificação das pontes rolantes ocorre primordialmente pela sua configuração estrutural e modo de translação. Cada aplicação industrial — seja em metalúrgicas, portos ou linhas de montagem — exige um dimensionamento específico que suporte o ciclo de trabalho (classificação de grupo) e as condições ambientais.

Existem diversos tipos de pontes rolantes, mas a divisão fundamental reside na quantidade de vigas principais e no método de fixação nos trilhos de rolamento

Essa escolha impacta diretamente o peso próprio do equipamento e, consequentemente, a carga transmitida às colunas do galpão.

As diferenças entre ponte Univiga e Dupla Viga

A decisão entre uma ponte univiga ou dupla viga é baseada na relação entre vão, capacidade de carga e altura útil de elevação.

1.  Ponte Rolante Univiga (Single Girder):

  • Estrutura: composta por uma única viga principal, da qual a talha corre na aba inferior.
  • Aplicação: ideal para cargas leves a moderadas (geralmente até 15 toneladas) e vãos de até 25 metros.
  • Vantagem: menor peso próprio, reduzindo o custo da estrutura metálica do galpão e facilitando a instalação.

2.  Ponte Rolante Dupla Viga (Double Girder):

  • Vantagem: permite uma altura de elevação maior, pois o gancho pode subir entre as vigas. Além disso, oferece maior estabilidade para movimentação de cargas críticas.
  • Estrutura: possui duas vigas principais paralelas. O carro guincho corre sobre trilhos fixados no topo das vigas.
  • Aplicação: necessária para capacidades elevadas (acima de 15 toneladas) ou vãos muito extensos.
Checklist técnico: critérios essenciais de seleção
- Capacidade de carga: a carga máxima nominal atende à sua maior necessidade operacional?
- Vão: a distância entre os trilhos de rolamento está dimensionada para a largura do galpão?
- Ciclo de Trabalho (ISO/FEM): A classificação de grupo é compatível com a frequência de uso?
- Altura de elevação: o curso do gancho é suficiente considerando o pé-direito e os obstáculos?

Classificação de Grupo e Ciclo de Trabalho (ISO/FEM)

Para o engenheiro, a escolha entre os tipos de ponte rolante não termina na geometria das vigas. É mandatório considerar a classificação de grupo do equipamento, baseada nas normas ISO 4301 ou FEM 1.001. Essa classificação define a vida útil dos componentes mecânicos (motores, redutores e rodas) com base na frequência de uso e na severidade das cargas.

Uma ponte classificada como M5 (FEM 2m), por exemplo, é projetada para ciclos de trabalho mais intensos do que uma M3 (FEM 1Am). 

Ignorar esse fator técnico ao selecionar o equipamento pode resultar em fadiga estrutural precoce e custos exorbitantes de manutenção corretiva, independentemente da ponte ser univiga ou dupla viga.

Leia também: Barramento blindado para ponte rolante: como funciona?

Modelos de fixação estrutural

Além do número de vigas, os engenheiros precisam definir como o equipamento se deslocará pelo caminho de rolamento. Essa definição altera o aproveitamento do espaço vertical e a facilidade de acesso para manutenção dos componentes.

Ponte apoiada vs. ponte suspensa

A distinção entre os modelos apoiados e suspensos define como o esforço mecânico é distribuído nos consoles das colunas ou na estrutura do telhado.

Ponte Rolante Apoiada (Top Running): é o modelo mais comum. As cabeceiras da ponte correm sobre trilhos instalados no topo das vigas de rolamento. Oferece maior capacidade de carga e é mais robusta para operações pesadas.

Ponte Rolante Suspensa (Underhung): as cabeceiras correm na aba inferior das vigas de rolamento, que geralmente estão fixadas na estrutura do telhado. É a solução ideal para locais com pé-direito baixo ou onde não há colunas de suporte laterais disponíveis.

Guindastes giratórios e pontes empilhadeiras

Embora o foco principal sejam as pontes de translação linear, vale mencionar variações como os guindastes giratórios (de coluna ou parede) e as pontes empilhadeiras.

Estes equipamentos são especializados para células de trabalho específicas onde o raio de giro é mais importante do que a cobertura total de um galpão. A eletrificação destes sistemas também exige cuidados especiais, como o uso de anéis coletores ou sistemas de barramento curvos.

A importância do sistema elétrico para cada modelo

Independentemente de quais os tipos de ponte rolante sua planta utiliza, a confiabilidade da alimentação elétrica é o ponto crítico de falha. 

Sistemas que utilizam cabos festonados ou barramentos com muitas emendas manuais tendem a apresentar quedas de tensão e desgaste prematuro das escovas coletoras.

Para garantir a continuidade operacional, é essencial considerar os tipos de freios de ponte rolante e como eles interagem com o painel elétrico. Freios eletromagnéticos de disco ou sapatas exigem uma alimentação estável para garantir a frenagem segura e precisa, evitando o balanço excessivo da carga.

Tipos de freios de ponte rolante e segurança

A segurança na movimentação de cargas depende criticamente dos tipos de freios de ponte rolante industrial instalados. Existem basicamente três sistemas predominantes:

  1. Freios eletromagnéticos de disco: oferecem resposta rápida e são de fácil manutenção, sendo o padrão para a maioria das talhas modernas.
  2. Freios de sapata (Eletro-hidráulicos): utilizados em pontes de grande porte e regime severo, proporcionando uma frenagem mais suave e dissipação de calor eficiente.
  3. Freios de segurança (Emergência): atuam diretamente no tambor de enrolamento do cabo de aço, servindo como uma redundância vital em caso de falha no redutor.

A escolha do freio impacta diretamente o dimensionamento do sistema elétrico, uma vez que picos de corrente na liberação do freio podem causar quedas de tensão se o barramento não for dimensionado corretamente.

Um sistema elétrico mal dimensionado ou com manutenção deficitária pode comprometer a eletrônica sensível dos inversores de frequência, resultando em paradas não programadas que elevam o custo de manutenção corretiva.

Conheça as soluções de eletrificação Yathon para qualquer ponte

A modernização do sistema de eletrificação é o investimento com maior retorno sobre o investimento (ROI) para qualquer um dos tipos de ponte rolante. 

A tecnologia de barramento blindado sem emendas da Yathon elimina os pontos de resistência elétrica e o centelhamento comum em sistemas tradicionais.

Nossas soluções são compatíveis com pontes univiga, dupla viga, apoiadas ou suspensas, garantindo redução de 80% nas paradas para manutenção elétrica, conformidade total com a NR-10 e NR-11, além de proteção IP20 contra contatos acidentais.

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